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Espuma injetada ou laminada? Entenda as diferenças entre elas

5 minutos para ler

A produção de móveis, especialmente cadeiras, sofás e puffs, depende de vários componentes.

Nesse sentido, para que o produto final seja confortável e durável, é importante que todas as partes sejam bem adequadas às suas finalidades. Uma das opções que aparecem nesse momento é escolher entre móveis feitos com espuma injetada ou laminada.

A espuma é um dos materiais mais comuns usados no preenchimento de móveis, almofadas e estofados. Sendo assim, ela também representa boa parte da sensação de conforto ou desconforto que a peça oferece. Além disso, ela influencia no processo de montagem, dependendo do tipo usado e do seu método de aplicação.

Se você quer vender móveis de melhor qualidade e entregar mais valor ao seu cliente final, então deve aprender também quais são as qualidades de cada material e como eles influenciam o produto. Para ajudá-lo com isso, separamos algumas das principais diferenças entre espuma injetada e laminada. Acompanhe.

Modo de fabricação

Com relação à sua qualidade e ao conforto proporcionado, tudo dependerá do material em si e de como ele é tratado.

Espuma laminada é chamada assim porque é fabricada em grandes blocos, cortados em blocos menores, ou lâminas, de acordo com o tamanho necessário para o tipo de móvel em que serão usados. Sendo assim, é necessário fazer alguns ajustes em seu formato durante a confecção da peça. Também é chamada de espuma expandida, pois sua fórmula se expande assim que é misturada, o que forma os blocos principais.

A espuma injetada tem esse nome porque sua fórmula é injetada diretamente em um molde com o formato exato que será necessário. Ou seja, não é preciso fazer qualquer ajuste ou corte extra para incluir a espuma no processo de confecção.

Densidade

Essa é a quantidade de espuma contida em relação ao volume total da peça. Quanto maior a densidade, maior tende a ser o peso da peça e quanta pressão ela pode suportar sem ceder ou se deformar.

Em geral, a espuma laminada apresenta menor densidade, pois seu processo de fabricação dá mais tempo e espaço para expansão durante sua formação. Isso significa que boa parte dos modelos é mais leve e macia, o que pode ser mais confortável em certos móveis e almofadas.

Já a espuma injetada costuma apresentar maior densidade, como resultado do seu molde fixo e do processo de fabricação. Isso faz com que ela seja mais usada em peças que precisam ser mais resistentes, como assentos de cadeiras.

Resiliência

A resiliência de uma espuma se refere à capacidade do material de retornar à sua forma original após ser comprimido, o que também é um indicador de seu nível de conforto. Isso porque quanto maior a resiliência, mais facilmente o formato do material se adapta ao seu corpo em vez de ceder completamente e ficar endurecido.

Tanto espuma injetada quanto laminada pode apresentar nível de resiliência elevado, chamadas de espuma HR (High Resilience). A diferença estará em como o material é aplicado e como sua fórmula é modificada. Peças de espuma de alta resiliência são usadas na confecção de vários móveis, principalmente colchões, sofás, estofados, entre outros.

Aproveitamento do material

Uma questão resultante da escolha entre espuma injetada ou laminada é o quão bem aproveitado será o material. Afinal, isso implica também nos custos de cada móvel e como o processo de confecção é planejado.

A espuma injetada, como você deve imaginar, tende a ter um índice bem baixo de perda de matéria-prima. Como a mistura é injetada e processada diretamente no formato ideal para o móvel que será construído, não há desperdício de material.

Por outro lado, isso também significa que há menos flexibilidade em seu uso. Cada peça pode ser usada na confecção de um único tipo móvel, o que restringe suas aplicações.

Já a espuma laminada requer que parte do material seja cortado de acordo com a necessidade do móvel. Mesmo que você peça um bloco o mais próximo possível do tamanho adequado, ainda precisará de algum acabamento. Isso implica em maior custo de produção e maior perda de material, já que os cortes não costumam ser perfeitos.

O lado positivo é que é mais fácil adquirir esse tipo de espuma em grandes quantidades e utilizar de acordo com a sua necessidade. Algo muito útil na manutenção de móveis ou na confecção de peças personalizadas.

Tipo de acabamento estético

Além do conforto, outro fator levado em conta na escolha dos móveis é como eles combinam visualmente entre si. Em maior parte, isso depende da escolha de cores e estampas, mas a espuma tem um papel importante aqui, pois afeta o processo de confecção como um todo.

Escolher entre espuma injetada ou laminada também influencia parte da aparência do móvel, já que influencia sua consistência e formato. Em geral, a espuma injetada, que já vem no formato adequado da peça, tende a criar um design mais limpo, já que a forma será perfeita sem necessidade cortes. Também é mais fácil criar um revestimento que encaixe com facilidade na peça.

A espuma laminada, por sua vez, exige mais trabalho e habilidade para ser cortada na forma ideal, o que aumenta as chances de erro. Também pode não funcionar tão bem com um formato muito complexo.

Escolher a espuma injetada ou laminada dependerá principalmente do fabricante e de como ela será usada nos móveis. Confira primeiro o tipo e as especificações técnicas para comprovar sua qualidade.

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