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Densidade de espuma: o que é e qual a sua relação com a ergonomia?

Ao escolher uma cadeira de escritório, um dos principais itens a se considerar além do seu design, é o seu conforto. Isso porque passamos grande parte de nosso dia, durante a jornada de trabalho sentados.

Por isso, é importante que o assento da cadeira seja adequado às normas de ergonomia a fim de garantir bem-estar e rigidez necessárias.

Existem vários fatores que definem a qualidade da espuma, entre eles estão a densidade e a resiliência.

A Norma Regulamentadora 17, apresenta uma regra específica a esse respeito – há uma recomendação de que os assentos apresentem pouca ou nenhuma conformação. E, nesse sentido, a densidade de espuma é um fator importante para garantir sua saúde.

Quer saber mais sobre o assunto? É só continuar lendo!

O que é a densidade de espuma

Densidade é um termo técnico que se refere à quantidade de matéria-prima utilizada por metro cúbico. É ela quem determina quanta carga a espuma consegue suportar durante um determinado tempo, sem que aconteça uma deformação permanente. Essa propriedade pode variar de 6 kg/m³ até 100 kg/m³.

Portanto, densidade é o peso de 1m³ de espuma. Para saber sua densidade é necessário pesá-la. Por exemplo, em uma D-33, significa que um metro quadrado dessa espuma pesa 33 quilos.

Não existe uma densidade ideal, porém para trabalhos em que é necessário passar muito tempo sentado, a escolha deve ser entre 40 e 50 kg/m3. Já em outras modalidades, densidades acima de 50 kg/m3 podem ser usadas, desde que propicie uma maciez adequada.

As espumas são feitas a partir de polímeros plásticos aquecidos que, sob processos industriais, interagem com o ar e formam uma estrutura sólida – expansão moldada (dentro de um molde) que são popularmente conhecidas como espuma injetada. Assim, quanto maior for a quantidade de ar incorporada nesse momento, menor será a densidade do produto final.

Isso impacta diretamente uma propriedade importante das espumas: sua conformação. Aquelas que têm baixas densidades são mais conformáveis, justamente devido à maior presença de ar na sua estrutura. Em outras palavras, quando aplicamos um peso sobre elas, o ar sai e o seu volume diminui. É o que os seus clientes chamam de “espuma fofinha”.

Existem dois processos de produção da espuma:

  • Laminada (espuma expandida) – são tiradas de um bloco previamente confeccionado. São extraídas lâminas de espuma do tamanho e espessura necessária que será utilizada;
  • Injetada – é fabricada na medida exata – o composto que forma a espuma é injetado no molde no formato exato que será utilizado, garantindo menor deformação e maior durabilidade.

A resiliência é a velocidade de retorno ao estado inicial da espuma quando comprimida e indica o grau de conforto da espuma.

Espumas de alta resiliência são baseadas na reação de polióis reativos, com resiliência maior ou igual a 55. São estas espumas que são usadas em móveis e colchões de alto conforto.

Como escolher uma boa cadeira

Apesar de acharmos, de modo geral, que as espumas mais fofas são mais confortáveis, a verdade é que elas podem ser prejudiciais à saúde postural. Isso acontece porque é natural que as pessoas apliquem mais peso em um lado do corpo enquanto estão sentadas.

Nesse sentido, se a espuma é muito flexível, o lado do quadril que aplica mais força afunda mais, causando uma escoliose compensatória na coluna. Materiais de alta densidade, por outro lado, são mais rígidos e conseguem oferecer mais firmeza diante do peso de um ser humano sentado, não provocando a modificação do alinhamento da postura.

O ideal nesse contexto é buscar um equilíbrio. Afinal, assentos muito rígidos também são desconfortáveis para longas jornadas de trabalho sentado. O peso do nosso corpo faz uma pressão sobre a musculatura dos glúteos e acaba pressionando nervos da região. Assim, a pessoa pode sentir dores, formigamento e dormência nos membros inferiores, entre outros problemas.

Outro desafio importante é compatibilizar espuma com o peso do usuário. Quanto maior for a sua massa corporal, mais pressão será feita sobre o assento e maior será a conformação do material.

Considerando tudo isso, você pode dar as seguintes recomendações para o seu cliente:

  • espumas com densidade menor que D-28 podem ser usadas em salas de espera ou auditórios, quando as pessoas não ficam sentadas por muito tempo, mas não devem ser usadas em cadeiras de trabalho;
  • para trabalhadores com até 90 kg, espumas acima de D-33 podem ser utilizadas, mas o ideal é escolher densidades entre D-45 e D-65;
  • para pessoas com peso acima de 90 kg, opte por densidades próximas a D-65;
  • no caso de pessoas obesas, escolha cadeiras especiais — além de uma densidade maior, suas dimensões são adaptadas e sua estrutura é reforçada para receber mais peso de forma segura.

A importância de escolher a densidade certa para a espuma

Optar por uma boa cadeira traz diversas vantagens. Vejamos quais são elas!

Durabilidade

As espumas possuem células permeáveis ao ar, e por isso são suscetíveis à grande variação de temperatura e umidade. O ideal é que o ambiente de trabalho fique com temperatura entre 20 e 23°C para garantir a preservação das características das espumas.

Entre os cuidados, deve-se evitar pressionar uma pequena área do assento por um longo período, pois isso pode ocasionar uma deformação permanente

Conforto e Ergonomia

O mobiliário deve seguir às normas reguladoras, e oferecer o conforto necessário para jornadas de 8 horas de trabalho. A densidade correta da espuma pode fazer com que o usuário consiga manter a postura adequada, e reduzir as chances de dores e doenças causadas pela má postura. Além disso, a preocupação com a saúde do trabalhador pode estimulá-lo a trabalhar melhor.

Respeito às normas

Como explicamos, a NR17 não especifica nenhuma densidade para as espumas, mas exige que todos os assentos apresentem pouca ou nenhuma conformação.

Além disso, algumas convenções de trabalho podem exigir características especiais para suas cadeiras. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Vestuário de Americana e Região-SP, por exemplo, estabelece em sua Convenção Coletiva de Trabalho 2012/2013 que a densidade mínima das cadeiras das costureiras é de D-50.

Enfim, podemos ver que a escolha da densidade de espuma é imprescindível para a ergonomia e conforto de uma cadeira. Além de garantir uma durabilidade maior do equipamento, isso traz mais bem-estar aos funcionários. Por isso, ao escolher as cadeiras de escritório, opte pelas que possuam espumas de maior qualidade e que sigam as normas de ergonomia e segurança. Assim, você atrai muito mais clientes!

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